sexta-feira, 20 de maio de 2011

[THOSE DANCING DAYS]

Welcome to… Those Fucking Days!!



Inauguro o meu 7º post no blog Discos Soltos com uma banda que me é muito querida, composta por cinco raparigas cheias de energia!

Vi-as no Santiago Alquimista a 16 de Abril de 2009 e fiquei viciada naqueles acordes e na voz da vocalista. No fim do concerto ainda dei dois dedos de conversa com a baixista e com a baterista. Nessa altura estavam a começar a crescer na música e a tocar em diferentes países. Tímidas mas destemidas, pelo menos perante aquele mini-público expectante por vê-las ao vivo. Agora os meus votos vão para que regressem outra vez a Portugal e nos ponham a todos a dançar.



O nome da banda - Those Dancing Days - deriva de uma música de Led Zeppelin chamada “Dancing Days”. São elas: Linnea Jonsson (vocalista), Rebecka Roifart (guitarra), Cissi Efraimsson (bateria), Lisa Pyk (órgão) e Mimmi Evrell (baixo). Vêm directamente de Nacka, perto de Estocolmo, na Suécia e assinam com a Wichita Recordings.


Começaram a movimentar-se no mundo musical em 2005 enquanto ainda frequentavam a escola. E dizem que os sonhos não se concretizam…tss tss. Tudo começou na cave de Lisa onde Cissi e Rebecka se reuniam assiduamente. Mimmi juntou-se ao grupo por meio de Cissi. Depois convidaram Linnea para dar a voz à banda. Treinaram e suaram muito, escreveram as letras das canções e chegaram ao rótulo indie-pop.



Em 2007, lançam o EP “Those Dancing Days” composto por 5 canções. Destaco os singles Those Dancing Days e Hitten, frescos e com ritmos engraçados, ficam logo no ouvido. Foi assim que as conheci. Durante esse ano tiveram bastante exposição no mundo artístico, incluindo menções no NME e na MTV2. Também foram nomeadas nos MTV Europe Music Awards 2007 para melhor performance sueca.

Um ano depois, sai o primeiro álbum que me fez fã, “In Our Space Hero Suits” (2008). Aconselho a escutarem os singles Home Sweet Home, Run Run e Spaceherosuits. Apareceram envergonhadas e inexperientes no Santiago Alquimista mas foi notória a garra e jeito para a música. Fiquei surpreendida com a baterista que deu tudo por tudo em todas as canções apresentadas.

Este ano, treparam até ao pódio com o álbum “Daydreams and Nightmares” (2011). Tem estado em modo on repeat no meu iPod. Reconheço a maturidade nas letras e o cuidado na produção do disco. Está muito bom e superaram as minhas expectativas. A ‘taça’ vai para a música I'll Be Yours, seguindo de Reaching Forward. Os singles Help Me Close My Eyes, Can't Find Entrance, When We Fade Away e One Day Forever também são fantásticos de ouvir. Hum… Irresistíveis! É um bom disco de verão.

A evolução destas raparigas é notória e espero mesmo que mantenham o ritmo que têm vindo a ter até agora. Voltem!!! Acho que iriam surpreender o público português num qualquer festival nacional…



"The one who waits for something good, never waits too long!"




http://www.thosedancingdays.com/start

http://www.myspace.com/thosedancingdays

terça-feira, 3 de maio de 2011

[THE STROKES]

Desde 1998, ano em que nasceram os The Strokes, que o universo musical nunca mais foi o mesmo. O grupo, liderado por Julian Casablancas na voz, conta na sua composição com Nick Valensi e Albert Hammond Jr., nas guitarras, Fab Moretti na bateria e Nikolai Fraitude no baixo. Mais do que um projecto musical, estes senhores trouxeram consigo uma verdadeira revolução no panorama da música contemporânea. Desde o seu início da banda que ocorreu um assédio aguerrido das editoras discográficas, para serem as detentoras da edição do material fresco e novo que as músicas dos The Strokes tinham para oferece, as quais despertaram tanto o interesse dos fiéis seguidores do “rock & roll”, como a geração indie


Com o lançamento do seu primeiro EP, “The Modern Age” (2001), começou o legado destes jovens que desde cedo viram o seu nome imortalizado na história da música. Meses mais tarde, sai o primeiro trabalho de longa duração intitulado “Is This It” (2001). Os The Strokes foram buscar as fórmulas elementares, o ritmo e carisma, ao rock de garagem, aos quais se juntou a voz única de Casablancas. Deste primeiro trabalho surgiram músicas como "Hard to Explain", "Someday","Is This It", “Soma”, verdadeiros hinos auditivos. Este álbum é um verdadeiro marco e mudou a música. Até ao à data nenhum grupo tinha um som como este. Aclamado pela crítica, venerado pelo comum dos mortais com capacidades auditivas e musa inspiradora para muitos outros grupos que surgiram depois de eles, esta verdadeira pérola musical merece ser ouvida pelo menos uma vez na vida.






“Room of Fire” (2003) foi o álbum que se seguiu, e apesar das boas críticas feita pela indústria, esse factor não se traduziu no número de vendas. Apesar de tudo, a fórmula de ouro que os The Strokes criaram, serviu para consolidar cada vez mais os seus fãs e angariar novos adeptos. “First Impressions of Earth” (2006) não conseguiu fazer o sucesso dos seus antecessores, tanto na crítica como nas vendas, o que os levou a um ligeiro declínio. 








Casablancas é notoriamente conhecido pelos seus “momentos comportamentais”, desde deixar de falar com os restantes membros da banda, decidir alterações no alinhamento em pleno concerto, retirar-se do palco cedo demais ou inclusive, nem sequer chegar a subir. Foi neste momento que Casablancas se decidiu lançar a solo, e todos anunciaram o fim dos The Strokes. Outros elementos da banda contribuíram para alimentar estas acusações, ao afirmarem que o comportamento de Casablancas se tinha tornado intolerável. O que tornou o regresso da banda num verdadeiro frenesim. Desde o anúncio que a banda estaria de regresso com um novo álbum, e todo o secretismo em seu redor, levou a que os The Strokes voltassem às luzes da ribalta. 




“Angle” (2011) foi lançado este ano envolto em polémicas editoriais com alteração de produtores a meio do processo e o perfeccionismo Casablancas, surgindo mesmo o rumor que o trabalho não iria ver a luz do dia. Mas acompanhado de toda a polémica, veio juntamente uma excelente campanha de marketing, com o lançamento mais cedo do que o previsto do primeiro “single”, “Undercover of Darkness”, com a gestão meticulosa do lançamento da capa do álbum, e o steaming deste trabalha na íntegra no site oficial da banda. O que é verdade é que os The Strokes voltaram em grande, foram buscar as suas origens reinventando-se mas nunca perdendo a sua essência. Toda a obra discográfica dos The Strokes é uma obra-prima, e “Angle” tem sido a minha companhia assídua desde o seu lançamento. Mais não digo, há que ouvir para sentir, e mal posso esperar pelo concerto no Super Bock Super Rock 2011. 




Ps: Para músicas com melhor qualidade, consultem o site e o myspace da banda.